Imesc divulga análise do PIB Municipal de 2016
Publicado em 14/12/2018
O Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc) divulgou, nesta sexta-feira (14), em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios maranhenses nos anos de 2015 e 2016, na base de referência 2010. Veja mais na publicação no site do Imesc: http://imesc.ma.gov.br/portal/Post/view/29/265.
 
O resultado do PIB dos municípios é obtido através da distribuição do Valor Adicionado Corrente das atividades econômicas obtidos pelas Contas Regionais do Brasil, e é apresentado através do Valor Adicionado (VA) dos três grandes setores Agropecuária, Indústria e Serviços (com abertura para Administração Pública), do Produto Interno Bruto e do PIB per capita.
 
De acordo com os dados, foram apresentados seis municípios que apresentam maiores participações em relação ao total do Estado em 2016. São eles: São Luís (33,21%), Imperatriz (8,18%), Balsas (2,81%), Açailândia (2,34%), São José de Ribamar (2,23%) e Caxias (1,95%). Destaca-se que, juntos, esses municípios respondem por cerca de 50,72% do PIB do Maranhão.
 
No que diz respeito ao PIB per capita, os cinco maiores municípios são: Santo Antônio dos Lopes (R$ 89.607,91), Tasso Fragoso (R$ 58.403,77), Davinópolis (R$ 56.655,59), Imperatriz (R$ 27.482,99) e São Luís (R$ 26.154,25). O levantamento ressalta que no caso do Davinópolis, houve um aumento expressivo do PIB per capita nesse período devido ao crescimento significativo no VA da atividade Comércio.
 
O resultado do setor primário no Maranhão em 2016 foi de queda acentuada em relação ao ano anterior (-29,3%). Contudo, existem produtos com peso relevante na agricultura do Estado que não sofreram de forma expressiva com a estiagem, como por exemplo, a cana-de-açúcar e a mandioca.
 
Sobre a produção de cana-de-açúcar no Estado no Maranhão, destacam-se como maiores produtores os municípios: São Raimundo das Mangabeiras (1,226 milhões de toneladas (t)), Campestre do Maranhão (315,3 mil t) e Coelho Neto (301,8 mil t). Já no cultivo de mandioca, os municípios de Barreirinhas (46,5 mil t), Tutóia (37,1 mil t) e Santa Luzia (29,2 mil t) são os maiores produtores do Estado.
 
No tocante à Indústria, as cinco maiores participações no total do Estado são: São Luís (41,99%), Imperatriz (14,15%), Santo Antônio dos Lopes (8,02%), Açailândia (3,71%) e Estreito (2,47%). Juntos, estes cinco municípios respondem por cerca de 70,35% do total do setor secundário no Estado.
 
O presidente do Imesc, Felipe de Holanda, ressalta que, mesmo com a queda de 5,9% no setor Industrial maranhense em 2016, alguns municípios apresentaram resultados positivos. “É o caso de Santo Antônio dos Lopes e Imperatriz, por exemplo, que registraram crescimento significativo nas atividades de Extração de Gás Natural e Indústria de Papel e Celulose, respectivamente”, pontuou.
 
No setor terciário, que representa mais de 70% do total do VA do Estado, os municípios que mais se destacam são: São Luís (31,11%), Imperatriz (7,58%), Balsas (2,76%), São José de Ribamar (2,65%) e Caxias (2,29%). Juntos, estes municípios representam cerca de 46,39% do VA dos Serviços no Estado.
 
"As atividades que mais se destacam, do ponto de vista da contribuição para o valor adicionado Bruto, são Comércio, manutenção e reparação de veículos automotores e motocicletas e Administração, educação e saúde pública, defesa e seguridade social (APU)”, acrescentou Felipe de Holanda, ao pontuar que 211 dos 217 municípios maranhenses têm a APU como principal atividade.
 
Outros Destaques
 
O Comércio, por sua vez, apresenta-se como segunda atividade com maior número de municípios (ao todo, seis) que a têm como atividade principal, cuja soma do VA terciário representa 20,49% do VA Total dos Serviços no Estado. Em ambas as atividades, os municípios São Luís e Imperatriz são os que apresentaram maior VA em 2016.
 
O setor de Serviços foi o que menos sofreu em relação aos demais setores, cuja redução em volume foi de apenas 2%. São Bento e Davinópolis se destacaram no setor terciário maranhense em 2016, com destaque para a atividade de Comércio, mesmo diante da crise.
 
Em Davinópolis, houve um crescimento expressivo de empregos formais nessa atividade entre 2015 e 2016. No primeiro ano, haviam cerca de 87 trabalhadores com carteira assinada, ao passo que em 2016, aumentou para 1.884. Já em São Bento, o destaque foi para o Comércio Varejista, cujo número de empregos formais cresceu 15% entre 2015 e 2016.
 
PIB Municipal
 
O ano de 2010 passou a ser a nova base de referência para o Sistema de Contas Nacionais, Contas Regionais e PIB dos municípios, cujos procedimentos metodológicos adotados estão em conformidade com o Manual Internacional de Contas Nacionais (SNA), de 2008, organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), Fundo Monetário Internacional (FMI), Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Banco Mundial, antes SNA de 1993.
 
O IMESC é o órgão responsável pela execução do Convênio entre o IBGE e o Governo do Estado do Maranhão para o cálculo do PIB do Maranhão, por isso os dados divulgados seguem a metodologia de responsabilidade do IBGE, uniforme para todas as unidades da federação e integrada com a série do Sistema de Contas Nacionais do Brasil.