Maranhão obteve segundo melhor saldo de empregos formais do Nordeste e o quinto do país no mês de junho
Publicado em 20/07/2017

Divulgada nesta quarta-feira (19), a Nota Mensal de Mercado de Trabalho no Maranhão referente ao mês de junho de 2017, elaborada pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), mostra que o Maranhão obteve segundo melhor saldo de empregos formais do Nordeste e o quinto do país no mês de junho. No respectivo mês foi registrada a geração de 1.531 mil postos de trabalho, superando em 1.514 contratações líquidas o mesmo período do ano passado. A versão completa da nota pode ser acessada no link: http://imesc.ma.gov.br/portal/Post/view/21/172

Segundo os dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (CAGED-MTE), o emprego formal maranhense registrou o segundo mês consecutivo de resultados positivos em 2017. A variação absoluta entre o acumulado do ano de 2016 e 2017 registrou um saldo positivo, que corresponde a 8.741 vagas que deixaram de ser fechadas, ao passo que em 2017 houveram 4,2 mil demissões líquidas, contra 12,9 mil no primeiro semestre de 2016.

O destaque no mercado formal em junho de 2017 foi para o setor da Construção Civil, que registrou 867 admissões líquidas, sendo 381 vagas em Obras de Infraestrutura e 373 vagas na Construção de Edifícios.

Segundo o economista do Imesc, Geilson Pestana, isto se deve principalmente ao dinamismo proveniente das obras do Programa Mais Asfalto, do Governo do Maranhão. “O segmento Construção de Edifícios também merece destaque, já que contratou liquidamente 373 trabalhadores com carteira assinada no mês, e já totalizou 637 empregos formais criados nos últimos três meses, desempenho este, que pode estar relacionado a reforma na planta de Pelotização de São Luís (MA), anunciada no início do ano”, informa o economista.

Destaque também para a Agropecuária, com a geração líquida de 765 empregos, dos quais 580 foram referentes ao cultivo de cana-de-açúcar, sendo 499 destas vagas no município de Campestre do Maranhão. “Os resultados do último bimestre já foram suficientes para reverter o saldo negativo do setor registrado no acumulado do ano, que agora marca 859 admissões líquidas”, aponta Geilson Pestana.

No mercado de trabalho formal brasileiro, observou-se a criação de 9,8 mil postos de trabalho em junho de 2017. Trata-se do melhor resultado para o mês desde 2014, quando foram registradas 25,4 mil admissões líquidas. Em termos setoriais, somente a Agropecuária, que obteve 36,8 mil novos postos de trabalho, com destaque para a atividade Cultivo de Café, com criação de 10,8 mil vagas, e a Administração Pública, que registrou abertura de 704 vagas, foram os únicos setores a apresentarem contratações líquidas no país.

No recorte geográfico, os dados do CAGED revelam que, em junho de 2017, o Sudeste liderou a criação de 9,3 mil vagas, enquanto a região Sul obteve o pior resultado, com 14,6 mil demissões líquidas.