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Maranhão mantém desempenho positivo no varejo e acumula quarta alta consecutiva em 2025

O Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC) divulgou, nesta terça-feira (02), a Nota de Comércio Varejista referente a junho. A publicação, de periodicidade bimestral, oferece um panorama da atividade varejista no estado, trazendo informações sobre volume de vendas, inadimplência, abertura de empresas, demanda por crédito e o uso do Pix.Os dados destacam que o volume de vendas do comércio varejista no Maranhão cresceu 1,0% no primeiro semestre de 2025, em relação a igual período de 2024, conforme a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao mês anterior, o varejo estadual cresceu 0,4%, superando o desempenho nacional, que apresentou queda de 0,1% entre maio e junho.O crescimento observado no estado pode estar associado, em parte, às festas juninas que ocorreram ao longo dos meses de junho e julho e que tradicionalmente aquecem o setor terciário no Maranhão. De acordo com a pesquisa de movimentação econômica realizada pelo IMESC, estima-se que as festividades juninas tenham movimentado aproximadamente R$ 415 milhões entre os meses de junho e julho em todo o estado. Outro destaque do mês de junho foi o aumento do número de transações via Pix recebidas por pessoas jurídicas na passagem de maio para junho. De acordo com o Banco Central, essas transações no Maranhão somaram 45,4 milhões, representando um aumento de 45,2% no comparativo mensal.“Apesar do contexto macroeconômico desafiador, o avanço do comércio varejista maranhense no primeiro semestre de 2025 demonstra a resiliência do setor. A redução da desocupação no estado e a queda das projeções inflacionárias em nível nacional sinalizam perspectivas positivas para o segundo semestre. No entanto, é importante destacar que o crédito mais caro e a inadimplência elevada podem representar obstáculos à expansão do consumo”, ressaltou o presidente do IMESC, Dionatan Carvalho.O material completo, com informações sobre o volume de vendas por atividade, dados sobre abertura de empresas do comércio, entre outras informações, está disponível no site do IMESC (www.imesc.ma.gov.br).

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PIB dos municípios maranhenses revela desconcentração da riqueza entre 2010 e 2023

O Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC) lançou hoje, 17, a publicação “Produto Interno Bruto dos Municípios do Estado do Maranhão”, um estudo que faz um levantamento sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios maranhenses e evidencia uma significativa transformação na estrutura econômica do estado entre 2010 e 2023. Os dados apontam para um processo de desconcentração da riqueza, marcado pela redução da participação de São Luís no PIB estadual e pela ascensão de municípios do interior, impulsionados por atividades econômicas estratégicas. Ao longo de 13 anos, a capital maranhense perdeu 10,9 pontos percentuais de participação no PIB do estado, reflexo do crescimento mais acelerado de outras regiões. Esse movimento indica uma redistribuição territorial da produção e o fortalecimento de novas dinâmicas econômicas fora da Região Metropolitana de São Luís. Entre os municípios que mais ampliaram sua representatividade no PIB estadual, Santo Antônio dos Lopes se destaca como o principal caso. O município acumulou um ganho de 3,3 pontos percentuais na participação do PIB maranhense, resultado associado, sobretudo, à consolidação de atividades ligadas à infraestrutura, à produção de gás natural e à geração de energia — setores que têm elevado rapidamente o valor adicionado à economia estadual. Outros municípios também apresentaram avanços expressivos no ranking do PIB. Godofredo Viana protagonizou a maior ascensão no período, saltando 116 posições — do 141º lugar em 2010 para o 25º em 2023. Bernardo do Mearim seguiu trajetória semelhante, avançando 105 posições, ao passar da 198ª para a 93ª colocação. Esses movimentos reforçam a influência de grandes investimentos, da expansão de setores-chave e de mudanças no perfil produtivo local sobre a hierarquia econômica municipal. Quando a análise considera o PIB per capita — indicador que relaciona o PIB à população e expressa a renda média por habitante —, as transformações se tornam ainda mais evidentes. Em 2023, Santo Antônio dos Lopes registrou o maior PIB per capita do Maranhão, alcançando R$ 362.456,13. O desempenho coloca o município na 12ª posição no ranking nacional e como o 2º maior do Nordeste. Tasso Fragoso também figura entre os destaques, com PIB per capita de R$ 295.272,88, ocupando a 2ª posição no estado e a 23ª no Brasil. Já Afonso Cunha apresentou a maior evolução no ranking estadual, ao subir 137 posições em relação a 2010, passando do 186º para o 49º lugar em 2023, com PIB per capita de R$ 17.185,02. Apesar do valor ainda inferior ao dos líderes, o avanço indica melhora significativa da produção por habitante. Em contraste, São Luís não apenas perdeu participação no PIB total do Maranhão, como também recuou no ranking do PIB per capita. A capital caiu do 2º lugar em 2010 para a 11ª posição em 2023, com R$ 40.846,68 por habitante, deixando o Top 10 estadual. O resultado evidencia a crescente influência de municípios menores e mais especializados, que, aliados à baixa densidade populacional e à presença de grandes empreendimentos, alcançam elevados níveis de produção média por pessoa. O presidente do IMESC, Dionatan Carvalho, destaca que os resultados do estudo revelam um novo cenário de desenvolvimento no estado: “O que observamos é uma interiorização da economia maranhense. Municípios que antes tinham baixa participação no PIB agora ganham relevância, impulsionados por investimentos em energia, mineração e infraestrutura. Esse movimento contribui para uma distribuição mais equilibrada da atividade econômica e reforça a importância de políticas públicas voltadas para o fortalecimento regional. ” O conjunto de dados revela um rearranjo relevante da economia maranhense e aponta para a importância de aprofundar a análise sobre os fatores que impulsionam esse novo padrão de desenvolvimento no estado. Baixe a publicação aqui.

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Imesc divulga Desempenho da Pecuária Maranhense 2024

O Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC), lançou nesta quarta-feira, 10, o Desempenho da Pecuária Maranhense em 2024, com o objetivo de analisar o desempenho dos principais produtos da pecuária no estado, ressaltando sua importância local, regional (Nordeste) e nacional (Brasil). A publicação avaliou alguns aspectos, como a produção de origem animal, o efetivo de rebanho, a aquicultura e a exportação dos produtos. O rebanho bovino maranhense, por exemplo, atingiu 10,3 milhões de cabeças em 2024, um crescimento de 1,8% em comparação ao ano anterior, com incremento no rebanho em 131 municípios maranhenses nesse ano. O município de São João do Paraíso saltou da 14ª colocação, em 2023, para a 9ª em 2024, ao apresentar uma variação de 4,7%, com 187,1 mil cabeças registradas. Já Açailândia manteve-se na primeira posição entre os municípios do Nordeste, com 425,3 mil cabeças. A produção de origem animal no Maranhão atingiu o valor total de R$ 1,3 bilhão, em 2024, o que representa um crescimento de 8,9% em comparação com o ano anterior. O leite foi destaque entre os produtos, responsável por um valor de produção de R$ 902,8 milhões, equivalente a 70,5% do valor total gerado pelos produtos de origem animal no estado. A nível municipal, Açailândia gerou cerca de R$ 69,1 milhões em valor de produção de leite em 2024, consolidando-se como o município que mais se destaca nessa atividade no estado. Em relação à produção de ovos de galinha, o valor de produção gerado no estado em 2024 foi equivalente a R$ 332,2 milhões, com crescimento de 10,6% em comparação ao ano anterior. Balsas se destacou com cerca de R$ 155,3 milhões, seguido de São João dos Patos, que gerou ao menos R$ 51,8 milhões em valor de produção de ovos de galinha no Maranhão em 2024 e atingiu um crescimento de 91,9%. Na produção aquícola, o Maranhão registrou um valor de produção de R$ 347,5 milhões, sendo o quarto maior do Nordeste e 10º do Brasil. O município de Igarapé do Meio continuou na liderança, como o maior produtor maranhense, com um valor de R$ 25,6 milhões. Entre as espécies, as que mais se destacam no estado são: tambaqui (11,7 mil toneladas); tambacu e tambatinga (9,0 mil toneladas); e tilápia (4,7 mil toneladas). No âmbito do comércio exterior, o destaque vai para a exportação de produtos derivados do rebanho bovino (carne, couro e outros), que atingiu um montante de R$ 257,6 milhões e representou um crescimento de 76,5% em 2024 frente 2023. Destaca-se ainda que a quantidade exportada cresceu 80,9%, com o volume exportado superior a 13 milhões de quilogramas. O levantamento reforça a importância da pecuária para a economia maranhense, evidenciando o potencial de crescimento do setor e sua contribuição para o desenvolvimento regional e nacional.O material completo pode ser acessado no site do Imesc (www.imesc.ma.gov.br)

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O Maranhão registrou saldo positivo de 3.293 empregos em outubro de 2025

O Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc) divulgou, nesta sexta-feira (04), a nota de conjuntura econômica sobre o Mercado de Trabalho Maranhense referente ao mês de outubro de 2025. De acordo com dados do Novo Caged, o Maranhão encerrou o mês de outubro de 2025 com um saldo positivo de 3.293 empregos formais, resultado de 25.002 admissões e 21.709 desligamentos. Esse é o décimo mês consecutivo de geração de empregos no estado. No mesmo período, quatro setores registraram saldo positivo em empregos formais: Serviços (+1.728 vínculos), Comércio (+975 vínculos), Construção (+441 vínculos), Agropecuária (+309 vínculos). Em contrapartida, a Indústria apresentou uma queda de 160 postos com carteira assinada. O setor Serviços foi o principal responsável pelo saldo positivo de empregos, com destaque para as seguintes atividades: Regulação das Atividades de Saúde, Educação, Serviços Culturais e Outros Serviços Sociais (+545 vínculos); Restaurante e similares (+211 vínculos) e Serviços de Engenharia (+201 vínculos). No setor de comércio, a expansão do emprego foi impulsionada sobretudo pelas atividades de Comércio Varejista de Produtos Alimentícios em Geral (+229 vínculos) e Comércio Varejista de Artigos do Vestuário e Acessórios (+159 vínculos). Já em Construção, os principais destaques foram para Construção de Edifícios (+292 vínculos) e Construção de Barragens e Represas para Geração de Energia Elétrica (+175 vínculos). No acumulado do ano até outubro, o Maranhão registrou 33.874 admissões líquidas. Com esse resultado adicional, o número total de maranhenses empregados formalmente atingiu a marca de 692.661. As informações são baseadas no estudo realizado pelo Imesc, utilizando dados do Novo Caged. Acesse o material completo aqui.

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