IMESC


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O Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC) lançou nesta quarta-feira (14) mais uma edição do Boletim de Conjuntura Econômica Maranhense. O lançamento da publicação trimestral foi realizado, após uma coletiva de imprensa na sede do instituto. Durante o encontro, os principais resultados do estudo foram apresentados pelo presidente do IMESC, Dionatan Carvalho, e pelo chefe do Departamento de Conjuntura Econômica, Raphael Bezerra.

Na ocasião, Dionatan Carvalho destacou que os números demonstram o avanço consistente da economia estadual. “Esse crescimento é resultado, entre outros fatores, da política de atração de investimentos e dos fortes investimentos em infraestrutura realizados pelo Governo do Estado, que tornam o Maranhão cada vez mais atrativo para novas empresas. As perspectivas são de manutenção de um ritmo de crescimento acima da média nacional, com ampliação do emprego e da renda”.

A publicação apresenta um panorama atualizado do desempenho econômico do Maranhão, com destaque para o crescimento robusto da atividade econômica em 2025. De acordo com o boletim, a economia maranhense registrou crescimento de 4,2% no terceiro trimestre de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior, acumulando alta de 3,9% até setembro. Diante desse desempenho, a projeção de crescimento para o ano foi revisada para 4,0%, impulsionada principalmente pelo setor da indústria, que avançou 8,8% no terceiro trimestre, com expectativa de crescimento anual de 3,6%.

A Agropecuária também apresentou resultados expressivos, com expansão de 19,2% no terceiro trimestre e de 9,1% no acumulado de janeiro a setembro, refletindo o bom desempenho da safra de grãos e o dinamismo da pecuária maranhense.

No comércio exterior, as exportações do Maranhão somaram US$ 4,7 bilhões até novembro, mantendo o complexo soja como principal produto exportado. Já os investimentos públicos cresceram 40,7% no acumulado até outubro, alcançando R$ 3,8 bilhões, com destaque para aplicações nas áreas de transporte, urbanismo e educação.

Em relação à inflação, medida pelo IPCA, São Luís acumulou variação de 3,44% no ano, abaixo da média nacional de 3,92%. Em novembro, a capital maranhense registrou deflação de 0,05%, indicando contenção dos preços no curto prazo.

O boletim também aponta avanços no mercado de trabalho. A taxa de desocupação no Maranhão caiu para 6,1% no terceiro trimestre, a menor entre os estados do Nordeste. A população ocupada cresceu 3,6%, totalizando 2,7 milhões de pessoas, enquanto o emprego formal gerou 33,9 mil vagas até outubro, com contribuições de todos os setores da economia.

O Boletim de Conjuntura Econômica Maranhense está disponível na íntegra no site do IMESC (www.imesc.ma.gov.br), reunindo informações detalhadas sobre crédito, financiamento imobiliário e investimentos públicos e privados no estado.