Boletim de Conjuntura analisa cenário econômico maranhense referente ao segundo trimestre de 2018
Publicado em 29/06/2018
O Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc) lançou, nessa quinta-feira (28), o Boletim de Conjuntura Econômica Maranhense, referente ao segundo trimestre do ano. A publicação faz uma ampla análise sobre a dinâmica da economia maranhense, bem como análise dos cenários nacional e internacional.
 
Resultado de uma das linhas de pesquisa do Imesc - instituição que reúne, sistematiza e analisa informações sobre a realidade socioeconômica do Estado do Maranhão -, o boletim é, também, um importante documento de análise para o Planejamento Econômico do Estado, auxiliando pesquisadores, acadêmicos, empresários, trabalhadores e potenciais investidores.
 
No Cenário Estadual, um dos pontos positivos foi em relação à produção agrícola. A estimativa referente a maio de 2018 segue em crescimento na produção graneleira maranhense, mantendo o recorde neste ano. De acordo com os dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) referentes ao mês de maio deste ano, a produção graneleira está estimada em 4.760 mil toneladas (t) em 2018, um crescimento de 7,5% em comparação com a safra de 2017.
 
Já em relação ao Comércio Maranhense, o volume de vendas do comércio varejista restrito maranhense, no primeiro quadrimestre de 2018, cresceu 7,0% - no acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 6,7%.
 
Outro destaque apresentado neste primeiro semestre de 2018 foi em relação à porcentagem de endividamento: em junho de 2018, 54,9% das famílias estão endividadas em São Luís, o menor patamar desde outubro de 2013 (55%), de acordo com levantamento da Fecomércio/MA.
 
Sobre o cenário voltado para o Comércio Exterior, no acumulado de 2018 encerrado em maio, a balança comercial maranhense registrou o superávit de US$ 176,7 milhões, um aumento de 8,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Os constantes superávits, observados desde 2016, são resultado de um forte decréscimo das importações desde aquela época.
 
As principais mercadorias responsáveis pela alta do valor das exportações maranhenses foram, em ordem decrescente de valorização/peso, a pasta de celulose (soma de US$ 399 milhões, com +64,6%), a Alumina Calcinada (registro de US$ 582,1 milhões, com +17,4%), o Algodão Debulhado (com US$ 13,2 milhões, com +27,7%), o Milho (registro de US$ 5,5 milhões) e o Complexo Bovino (com US$ 10,6 milhões).
 
Ainda de acordo com o boletim, dentre os Estados do Nordeste, o Maranhão (2,1 mil), ao lado da Bahia (5,9 mil) e do Ceará (2,0 mil), lidera a geração de postos de trabalho em maio de 2018 - melhor desempenho do setor, deixando o Estado no posto de segundo maior saldo da região em maio de 2018.
 
O monitoramento dos investimentos privados e públicos realizado pelo Grupo de Conjuntura do IMESC revela que, a despeito das incertezas predominantes no plano nacional e internacional, avança no Estado um bloco de investimentos públicos e privados em andamento (R$ 6,9 bilhões) e planejados (R$ 5,6 bilhões).
 
São projetos nas áreas de movimentação portuária (R$ 2,7 bilhões, somando-se os investimentos nos Portos do Itaqui e no novo Projeto da WTorre e seus parceiros chineses), transporte e logística (R$ 1,5 bilhão, com  destaque para a ampliação da Ferrovia Norte-Sul), de transmissão e geração de energia (R$ 1,2 bilhão, com destaque para os grupos EDP Energia, no Sul do Estado e Ômega, em Paulino Neves e Barreirinhas), além da construção de uma fábrica da Cervejaria Itaipava, do Centro de Distribuição do Grupo Mateus, entre outros projetos estruturantes.
 
O presidente do Imesc, Felipe de Holanda, ao analisar o plano fiscal do Maranhão, aponta que novos desafios estão sendo adicionados. “Como resposta criativa ao desafio colocado pelo enrijecimento de despesas, destaca-se, por exemplo, avanços na arrecadação da Receita Patrimonial, com aumento de 78,7%, no período de janeiro a maio de 2018, comparado com o mesmo período do ano anterior, relacionados à reavaliação do patrimônio dos servidores, a partir da criação do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Maranhão (IPREV). Um exemplo do que se pode fazer quando se combina uma gestão fiscal responsável com o comprometimento com a melhoria das condições de vida da população”, explica.
 
Cenário Nacional
 
Sobre o cenário nacional, o boletim aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que começou 2018 com crescimento de 0,4% (o dobro da taxa apurada no último trimestre de 2017), cresceu 1,2% em relação aos três primeiros meses do ano passado.
 
Mesmo com a alta observada, o nível de atividade da economia no primeiro trimestre de 2018 ainda é 5,7% inferior ao pico da atividade econômica observado no primeiro trimestre de 2014.
 
A Versão Completa do Boletim de Conjuntura pode ser acessada no link: http://imesc.ma.gov.br/portal/Post/view/18/235.