Estudos do Imesc confirmam safra recorde de grãos para o Maranhão em 2017 e apontam nova supersafra em 2018
Publicado em 16/01/2018

Divulgada, nesta terça-feira (16), a última estimativa de produção agrícola de 2017, publicada pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc). A nota trata da previsão e acompanhamento das safras dos principais produtos agrícolas do Estado, referentes à estimativa do mês de dezembro de 2017.

A análise completa encontra-se disponível no site do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos. Acesse pelo link: http://imesc.ma.gov.br/portal/Post/view/30/211.

Segundo a avaliação dos técnicos do Instituto, a estimativa agrícola de 2017 indicou crescimento de 104,7% da produção de grãos em comparação com a safra de 2016, a produção graneleira foi revisada para 4.427 mil toneladas em 2017.

Com o resultado de dezembro de 2017, o Maranhão confirmou a supersafra de grãos, tendo recuperado as perdas ocorridas em 2016, por conta do El Niño, que afetou o Maranhão a partir do último trimestre de 2015, justamente no período em que o plantio havia iniciado, segundo o calendário agrícola.

O economista do Imesc, Anderson Nunes, destaca os resultados da cultura da soja, que fechou o ano de 2017 com 2,3 milhões de toneladas, bem acima do que foi produzido na safra do ano anterior, que foi de pouco mais de 1,2 milhões de toneladas. “O dólar acima dos R$ 3,00 estimulou significativamente os produtores desta oleaginosa, já que esse produto é produzido quase em sua totalidade para o mercado externo. Além disso, vale destacar que o preço da soja no mercado internacional sofreu sucessivas reduções, ao passo que o dólar em alta compensou essa queda nos preços”, completou Anderson.

Já em relação à próxima safra, o prognóstico é ainda mais otimista que o de 2017 e indica o novo recorde na produção graneleira maranhense. Segundo informações do Grupo de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias GCEA/MA, a safra de grãos em 2018 deverá encerrar em 4,8 milhões de toneladas, fruto do aumento de área plantada nas culturas da soja e algodão, que foram de 1,8% e 7,0% respectivamente.