Boletim de Conjuntura apresenta análise do cenário econômico do Maranhão no último trimestre de 2017
Publicado em 29/12/2017
O Grupo de Conjuntura Econômica do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc) revisou as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) maranhense em 2017. Os índices divulgados sobre o último trimestre do ano apontam para uma taxa de crescimento do PIB maranhense de 2,4, em 2018 - em linha com o nível nacional.
 
De acordo com o documento publicado pelo Imesc nesta sexta-feira (29), em 2017, a geração líquida de empregos formais no Estado do Maranhão, desde julho, transformou o fechamento de cerca de 18 mil postos formais em 2016 para a provável criação de, no máximo, 2 mil empregos no acumulado do ano.
 
O Boletim de Conjuntura Econômica monitora trimestralmente o cenário econômico do Estado. A análise completa pode ser acessada no link: http://imesc.ma.gov.br/portal/Post/view/18/209.
 
O PIB é um indicador que mede o dinamismo da atividade econômica, sendo usado pelos economistas para avaliar crescimento de um país ou região. Além da avaliação do Produto Interno Bruto, o Boletim de Conjuntura faz uma ampla análise da economia maranhense, bem como análise dos cenários nacional e internacional, avaliando indicadores relacionados à produção industrial, comércio, endividamento e inflação.
 
Para o presidente do Imesc, Felipe de Holanda, o ainda elevado grau de endividamento das famílias, a contração do crédito imobiliário, e o provável cenário de incertezas fiscais, em um quadro de continuidade da crise político-institucional, deverão retirar fôlego do processo de retomada da atividade econômica no Maranhão.
 
“O cenário-base construído pelo Grupo de Conjuntura Econômica Maranhense, com base nos dados disponíveis até o momento, aponta para uma taxa de crescimento do PIB maranhense de 2,4% em 2018, em linha com o nível nacional”, analisa Felipe de Holanda.
 
Vale ressaltar que, no cenário fiscal estadual, a Receita Total registrou crescimento real de 1,3% no acumulado do período janeiro a outubro, sobre o mesmo período de 2016. “É importante observar que a arrecadação própria do Estado registrou um crescimento real no período de 3,8%, evidenciando grande eficiência da política tributária”, acrescentou o presidente do Imesc. Em contraste, as despesas correntes, com destaque para as despesas com pessoal e encargos, registraram crescimento de 7,5% no mesmo período, evidenciando o enorme desafio da gestão fiscal neste período de crise econômica nacional.
 
Para Felipe de Holanda, dados como estes apontam para a “continuidade de uma gestão fiscal cuidadosa, compensando a frustração das transferências federais com otimização da arrecadação própria, de modo a impulsionar o bloco de investimentos em infraestrutura e as políticas de inclusão sócio-produtiva que vêm conferindo ao Estado do Maranhão excelente posicionamento dentre os Estados da Federação”.
 
“Um dos aspectos críticos dos próximos anos será construir capacidade gerencial para explorar novas fontes de financiamento para a infraestrutura e para as políticas de inclusão sócio-produtiva, tanto no nível estadual, quando municipal”, finalizou o presidente do Imesc.